Os presentes artesanais mudaram a vida da Filipa

Como será o dia-a-dia de um produtor artesanal? O Feito com Alma quis conhecer melhor a Filipa, que se mudou para o interior do país para fazer de um ateliê de presentes artesanais a sua vida.
Ana Filipa - Pipawork - Presentes Artesanais - Feito com Alma

A Filipa vivia em Lisboa e dizia detestar o campo.
Vai que a vida dá voltas e aos 42 anos muda-se para a Sertã,
onde dedica o seu dia-a-dia a produzir presentes artesanais em EVA.

Como começou esta aventura de fazer presentes artesanais?

Quase que podia definir como uma viagem ao centro da Terra. Mudar a minha vida para fazer presentes artesanais fez-me descobrir-me verdadeiramente.

Sou uma lisboeta de 42 anos que detestava o campo e as mãos sujas de terra e lama. Mas adorava conhecer o mundo e viajar. Como tudo mudou… Começamos a crescer e a sentir que nem tudo passa por uma viagem a Paris. O que aconteceu comigo foi que a vida me foi mostrando que não posso viver sob stress durante 24 horas. Mostrou-me aquilo que é, de facto, importante para mim: a minha essência e a minha família.

Atualmente vivo 24 horas de pura dedicação ao meu mundo, que não existe sem a arte, sem o capricho de criar peças únicas com um toque de amor e de gosto próprio. A PipaWork nasceu assim e agora crio bonecas, material escolar, ofertas de aniversário, de batizado, casamento, presentes artesanais e 100% feitos por mim.

“A vida foi-me mostrando que não posso viver sob stress durante 24 horas (…). Atualmente vivo 24 horas de pura dedicação (…)”

O ateliê desarrumado da Filipa Nunes durante a produção de presentes artesanais.

Como é o teu dia-a-dia a fazer presentes artesanais?

Apesar de ter o meu próprio negócio, tenho uma rotina definida. Entro no ateliê pelas 9h e dedico a manhã às redes sociais, à divulgação do meu trabalho e a dar respostas a emails, comentários ou mensagens privadas.

Durante a manhã ainda faço a pesquisa que me é essencial para aquela pitada diária de inspiração. Procuro ideias e desenho potenciais novos produtos. A parte da tarde é dedicada a criar. Trabalho sobretudo em espuma vinílica acetinada (EVA), procuro recriar o que desenhei e chegar ao produto final que idealizei.

Qual é a tarefa que menos gostas de fazer? E aquela que mais te entusiasma?

O processo de criação nem sempre dá margem para ir mantendo tudo limpo. E, no fim, há mesmo uma árdua tarefa que, confesso, não gosto nada de fazer: limpar a cola quente da bancada.

Aquilo de que mais gosto de fazer é passar por todo o processo da invenção e desenho de novas peças.

Qual foi o feedback que mais te marcou?

Acho que sempre me marcou e continua a marcar as mensagens de carinho que recebo dos(as) meus(inhas) clientes. Sentir isso em plena pandemia teve um grande impacto em mim.

Tens alguma história engraçada a fazer presentes artesanais?

Como já disse, fazer presentes artesanais passa por um processo de pesquisa, idealização, desenho e concretização, ou seja, é um trabalho que pode ser demorado. Fico sempre entusiasmada quando finalizo uma peça.

Já me aconteceu estar a finalizar uma boneca — e até já ter os olhos pintados —, a minha filha pega na boneca e começa a imitar-me com as tintas. Pintou a boneca e acabou por estragar tudo o que tinha feito. Mas criou a sua obra-prima, claro! (risos)

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